A ressaca moral é crônica.
Desfia-se e se entrelaça a outras ressacas já esquecidas.
E o tecido que se desfia – antes tão surrado e esgarçado – é orgânico.
Que dentro em pouco se mostrará cheio de cheiros – de cabelo queimado e urina passada nos muros que construímos – e que já não pulsa – se é que um dia já pulsou – e mostra manchas que não saem ao sol quando quaradas – de excrementos e vômitos de origem desconhecida.
Quando foi que ingeri tal dor?
Como não percebi tal vergonha escondida nas entranhas minhas – que te ofereci assim, sem limpa-las antes.
E você, cru, ansiava por outras....
(19-9-05)
domingo, 4 de novembro de 2007
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