domingo, 21 de outubro de 2007

Nervos

Bato à sua porta... Que horas são?!A que me importa! A minha existência não está contida entre ponteirosopressores..Venho flertar com as palavras, ainda que sua significância esignificado, eu, os desconheça; Quero-as! Assim, bem estranhas, bemvindas desconhecidas, que sem prévio convite invadem meu quarto.. emsua elegância discreta violam o que até o momento era correto eapropriado;A este instante a temperatura de meu corpo é como a de uma chaleiraque inebria todo o ambiente, e minha presença é percebida através dovapor que exala de meus poros..Ah! Estas letras tão cúmplices entre si, tão leais... Ladras! Furtaramminha consciência. Me fazem ser e sentir o que ainda não sou, ou quetalvez o tenha sido em um tempo e espaço distinto e distante de mim ..Estas frases me assustam, me intrigam e instigam – o que querem de mim?!.. Finalmente – Que delícia! Me devoram.Me viram de ponta-cabeça e todos os segredos me escorregam dos bolsos,contidos e tímidos, viram monstros muito além do que possodimensionar..E quando a tua mão toca aminha.. és o canal, mergulho livremente emtua boca, assim como em um cálice de vinho, onde toda a minha verdadetem a textura e liquidez desta química.. que nos permite toda aperversidade, toda a nudez e nenhuma cautela.Desconfiadamente mansa, sou acolhida em teus braços e desta forma tãobela, zigue-zagueio por teu corpo- entre a estridência e a suavidade,entre a dormência e o acordar..Não quero perder-me em momento algum, esmiúço todas as cores, puras &fortes, por imediato se transformam em matizes esmaecidas, assim quefreneticamente nossos olhares se cruzam..Volto a realidade – rápido- Temos nossas redes de intençõeslogisticamente trabalhadas como teias, armadilhas naturalmentebizarras entre os animais.Me bebe, me cheira e abraça, neste instante já não posso e nem querooferecer resistência..E tu me questionas: Qual a tonalidade da tua paixão?!Que sabor inusitado é este que meu paladar avisa ser perigoso e aindasim insisto em degustar?Resposta – Em meu universo todos sonhamos explosões... todas possuemcores, odores e rítimo e aqui não há ninguém que sonhe em bege.Convida-me a entrar (T.)

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